domingo, 2 de outubro de 2011

O que é Desatualização Espíritual?


Por Marcello Cunha


O que é Desatualização Espíritual?
É não aceitar o Vinho Novo por achar que o velho é excelente.

O que é Desatualização Espiritual?
É ainda achar que o mandamento vigente seja "amar o próximo com a mesma logística pela qual amamos a nós mesmos".

Fazer assim é como insistir em usar Windows 95 numa época pré-Windows 8, e ainda com a desculpa: "essa é a mais lúcida maneira para que eu inicie saudável e equilibradamente a minha interação com o mundo informático".

Novo mandamento foi dado: "Amar o próximo da maneira como fomos amados por Jesus".

Atualize seu Windows Espiritual. Uma nova e viva Janela já nos foi aberta. Olhe a vida por ela!


O que é Desatualização Espiritual?
É continuar junto ao tanque de Betesda, crendo na lenda que diz que, de tempos em tempos um anjo passa por ali e mexe na água. E o anjo é como alguns chefes de algumas empresas: adoram estimular e assistir a competição entre os seus subordinados. Por isto, o anjo de Betesda só cura o primeiro doente que cair na água mexida.

E aí vale tudo: vigilância de 24hs, equipe de suporte, rasteira, pescoção e voadora.

Mas Jesus já não disse pra levantar, andar e sair daí? Quem quer ser curado de verdade faz assim. Ou há quem não queira e prefira viver em betesda pra sempre? Hum... se Jesus perguntou "Queres ser curado?" é porque há quem de fato não queira.

Ei! Se atualize! Levanta e anda! 

O que é Desatualização Espiritual?
É quando líderes de comunidades religiosas e cantores-músicos se auto-denominam "Levitas".

1 - Levita é quem nasceu em Israel e descende da tribo de Levi.

2 - Jesus, que é aquele que nos chamou e em quem tudo que cremos se centraliza, não descendeu da tribo de Levi, antes era da tribo de Judá.

3 - Jesus foi feito sumo-sacerdote não segundo a tribo de Judá, e muito menos segundo a tribo de Levi. Ele foi feito Sumo-Sacerdote, Mediador Eterno, conforme a Ordem de Melquisedeque, que é uma personagem histórica que nem judeu era, e que representa uma ordem superior a toda e qualquer cultura da terra.

E o que você ainda está fazendo aí, olhando pro Antigo Testamento e para a cultura judaica?

Não Levite. Não bóie.

Atualize-se! Coloque o pé no chão fundamental e olhe pro Autor e Consumador da Fé!

O que é Desatualização Espiritual?
É ainda acreditar que a salvação não é pela Graça e não é aceitada por meio de fé.

Sim, é acreditar que a salvação vem de nós mesmos, e não é Dom de Deus.

É se gloriar do seu próprio esforço, auto-preparação e justiça própria, a fim de poder dizer: "Deus, eu fiz por onde! Fui um servo fiel! Dá-me a glória que me cabe!"

É achar que o sacrifício do Cordeiro Eterno não é em si suficiente para nos salvar, e rejeitar a idéia de que, qualquer resposta que venhamos dar a esse sacrifício e qualquer transformação operada na gente, é tão somente poder de gratidão por termos sido amados sendo nós absolutamente indignos.

Sim, Desatualização Espiritual é planejar um dia ser digno perante Deus. É a ansiedade e a neurose de Caim, lavrador e floricultista, que constrói na vida um altar de performances, um show da fé, uma edificação estética fascinante, cores maravilhosas, cheiros suaves e aceitáveis. Caim é como o fariseu da parábola de Jesus, que se orgulhava das suas orações, dízimos e edificações.

Pra depois ser carcomido pelo ódio que olha pro irmão simples, dependente, e que só é capaz de mencionar no altar uma só coisa: a necessidade absoluta de um Cordeiro Imolado. E faz um sacrifício feio, visceral, mas cheio da Verdade da Confissão Eterna: Eu preciso todos os dias de um Redentor.

Abel é como o publicano da parábola de Jesus, que não ergue a cabeça, e só diz: Sê propício a mim pecador. Esse é sempre ACEITO E SAI JUSTIFICADO, como disse Jesus.

Este é o indivíduo atualizado no Espírito do Evangelho.

O que é Desatualização Espiritual?
É ainda acreditar que Deus habite em templos feitos por mãos de homens, e que esses templos sejam "Casas da Moeda", como era o Templo Estatal do antigo Israel, para onde deveriam ser levados todos os dízimos, que eram tributos de uma nação com política teocrática.

É desconsiderar que o coração quebrantado é o lugar onde Deus habita. E desconsiderar que Jesus e ...o Novo Testamento inteiro tratam dízimos e ofertas de uma maneira totalmente diferente da maneira tratada na época antiga do profeta Malaquias.

É ir pro templo, como quem vai pra um gabinete de um poderoso político de Brasília, levando um pacote de dinheiro para uma negociação escusa e que seja instrumento de barganha num acordo que vise a algum enriquecimento, poder, sucesso, vantagem e status.

É não saber ainda que, conforme o Novo Testamento, aqueles que são gratos e alegres, exercitam generosidade em causas dignas, todo tipo de causa digna, com toda liberdade, sem forçassão de barra ou imposição de medo. Investimentos que especialmente são feitos em gente, não em objetos. E sem mediação obrigatória de sacerdote humano algum. Pois em Jesus, Hoje, todos são sacerdócio real.

É não saber ainda que, quem é lúcido e sábio, quando possível, fica com 10% da renda e aplica todo o resto no rio da vida, no amparo, na cura, na provisão, no acolhimento, no cuidado, no plantio...

Na esperança de que o pão lançado na água não se perde, retorna. Num dia, que a gente não sabe qual é, sempre retorna. Na natureza, nada se perde, tudo se transforma. Ora, só a alegria de lançar o pão já vale o exercício. E os peixinhos ficam agradecidos e crescem em saúde e número.

Ofertar sem ambicionar corpo fechado, sorte no amor, vitória nos negócios ou coroa de glória.

"A casa de meu Pai será chamada casa de oração e não covil de negócios!" - diz o dono do Chicote.

Publicado em: http://cunhandoverbo.blogspot.com

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

E Deus escreveu no chão...

Alan Brizotti


"Jesus inclinou-se e começou a escrever no chão com o dedo" (João 8.6)

A cena é devastadora: uma mulher desesperada, sentindo a morte rondar-lhe por todos os lados. Um grupo radical, legalista e sua armadilha dogmática e impiedosa. Olhares mistos: curiosidade, raiva, expectativa e até um certo êxtase macabro, afinal a multidão adora espetáculos dolorosos. A mulher, no centro de todos os ódios, na convergência efervescente de todas as teologias. O ápice do caos parece iminente. Parece...

Jesus também estava lá. Ele sempre está perto de quem sofre. É o Deus da empatia: do grego, "em" + "patos": dentro do sentimento. O Deus de todos os "ais". O Deus que se sensibiliza, que conhece os bastidores da fúria, as cavernas do medo, as raízes de amargura, as palavras que se mesclam aos gemidos, os sonhos destruídos, a dor em toda sua extensão.

Levaram uma mulher para ser morta dentro do Templo. Teologias da vingança, da fúria e do terror não respeitam geografias. Têm pressa para matar. São os caçadores de escândalos que Davi tão bem retratou no Salmo 35. 21: "Com a sua boca dizem: nós vimos, nós sabemos de tudo!" Gente triste que só consegue um mínimo de prazer ao destruir a alegria dos outros.

Eles queriam um espetáculo do terror, e Jesus lhes deu um: em suas próprias mentes: "Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra" (8.7). Em cada mente um tsunami de impurezas começa a jorrar. Somos feitos da mistura estranhamente complicada de imperfeições. Não podemos sair mirando, fulminando, julgando. Esses verbos são conjugados em nossas almas todos os dias.

Jesus, curvado, escreve no chão... Deus escrevendo no pó!

Foi a ação mais extraordinária que ele fez. E deu tão certo! Até hoje - séculos depois - ainda estamos olhando para aqueles rabiscos. Jesus tirou de cima da mulher TODOS os olhares. Ele a libertou da munição do olhar.

Silêncio. Talvez alguns soluços daquela mulher. O texto, a narrativa de João insiste em colocar a marca que os maldosos queriam tatuar nela: adúltera! Jesus não! Ele se levanta e a chama de "mulher" - devolve a dignidade que a marca queria roubar. Mulher! Então faz a pergunta que complementa o processo de liberdade: "Onde estão os teus acusadores? Ninguém te condenou?" Só condena quem julga - e Jesus não a julgou, ele a curou!

O Deus que escreveu no chão agora escreve uma nova história: "Vá e não peques mais!" É como se o Éden fosse redimido. É Deus dizendo à sua filha: "É melhor ficar comigo!" Não peque! Mas, como o mesmo João vai escrever depois: "mas, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo" (I João 2.1).
Por causa de Jesus sei que sou livre!


Publicado em: http://www.genizahvirtual.com

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Mobilização e Oração #YousefNadarkhani


WASHINGTON, EUA — Os Estados Unidos afirmaram nesta quinta-feira que o Irã mostrará um "desprezo total" pela liberdade religiosa se suas autoridades executarem um pastor iraniano que se recusa a negar sua fé cristã para se converter ao islã.

"Os Estados Unidos condenam a pena de morte imposta ao pastor Youssef Nadarkhani. A execução da pena capital constituirá uma nova prova do desprezo das autoridades iranianas pela liberdade de culto", declarou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, em um comunicado.

"O pastor Nadarkhani não fez nada além de manter sua fé devota, que é um direito universal de todas as pessoas".

"A tentativa das autoridades iranianas de forçá-lo a renunciar a sua fé viola os valores religiosos que elas alegam defender, atravessa todos os limites da decência e viola as próprias obrigações internacionais do Irã".

"Nós convocamos as autoridades iranianas a libertar o pastor Nadarkhani e a demonstrar compromisso com os Direitos Humanos básicos e universais, incluindo a liberdade de religião".

Nadarkhani, de cerca de 30 anos, tornou-se pastor de uma pequena comunidade evangélica chamada de Igreja do Irã após se converter do Islã aos 19 anos.

Autoridades iranianas o prenderam por apostasia em 2009 e o condenaram à morte sob a lei islâmica da Sharia.

O pastor foi poupado por um recurso da Suprema Corte em julho, afirmou seu advogado à AFP, mas foi condenado à morte novamente depois que o caso foi reexaminado em um tribunal de sua cidade natal, Gilan, de acordo com meios de comunicação locais.

O pastor Yousef enfrentou  duas “audiências’ nos dias 27 e 28 de setembro onde o mesmo teria a oportunidade de negar a sua fé cristã e declarar retorno ao Islã. Fontes informam que o pastor se negou a fazer isto e reafirmou a sua confissão cristã.

 Diversos blogs cristãos estão se unindo na tentativa de chamar a atenção das autoridades mundiais através do twitter usando

Há também a tentativa de sensibilizar embaixadores e autoridades iranianas no estrangeiro.


A ação está a cargo de alguns grupos cristãos e todos podem colaborar usando a ferramenta de mobilização e-activist:




2) Preencha o formulário (está em inglês, mas é fácil).

3) Na caixa ADD YOUR MESSAGE HERE, copie e cole o email abaixo.



Your Excellency, the Ambassador of Iran


Dear Sir,


Along with many other people around the world, I have been following with great concern the case of Pastor Yousef Nadarkhani, who is being tried by a court in Rasht due to his religious beliefs.


I am writing to express my concern and hope that the court will drop all charges against Pastor Yousef, in accordance with international law and especially Iranian law and constitution, which clearly allows freedom for Christians to maintain their religious beliefs and practices.


I am also requesting Your Excellency to pass on my appeal and that of many others to the Iranian government, as a matter of great urgency in this case, so that an innocent person may not be condemned and the constitution of Iran may not be violated.

I am very grateful for your attention to this request.


Respectfully and sincerely,


ASSINE

4) Envie seu email ( send YOUR email)


Com informações da AFP,  Portas Abertas, GLOBO e Gospel Prime.

Publicado em www.genizahvirtual.com

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O MELHOR DA VIDA

Estamos em setembro. Como o ano correu. 
Fico me perguntando por que os dias passam tão rápido. Lembro que quando estudava, com meus dez ou onze anos, como o tempo demorava pra passar.
Aquela vontade de ser adulto, de crescer, de ter barba, de namorar, de sair sem precisar dizer onde vai.
Mas então esse dia chegou (e como gostaria agora de voltar), e com a idade adulta vieram compromissos, necessidades, desafios que precisam ser vencidos ou não. Mas parece com isso tudo que o tempo ficou mais curto.
Mas como os dias ainda tem 24 horas e essas horas ainda tem 60 minutos, vejo que quem mudou não foi o tempo e sim eu. Mudou a forma como eu uso o meu tempo.
Se antes assistíamos TV na sala, hoje cada um tem a sua. Se antes conversávamos nas praças, nas portas de casa, hoje nos falamos no msn. Cada um fechado no seu mundo, cheio de amigos em redes sociais e com nenhum amigo na vida.
E o mundo é uma correria só. É preciso estudar, trabalhar, namorar, sair com a esposa, brincar com os filhos, ir à igreja, sair com os amigos. Ufa! Quanto compromisso!
Me pergunto se com essa correria, com tantos compromissos, temos conseguido viver. Será que temos sido quem somos nesse mundo tão louco, ou apenas nos colocamos no piloto automático.
Vi o filme Click, com Adam Sandler. Ele retrata bem essa correria e a solução encontrada por ele, que com apenas um controle remoto podia adiantar as coisas, voltar e por ae vai. Mas no final tamanha foi sua decepção ao perceber que tinha chegado ao sucesso sonhado, mas em meio a grandes perdas. 
Jesus Cristo já nos advertiu sobre isso: "De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma?" Mateus 16:26.
Mas porque to falando disso? Por que hoje senti falta de sair com um amigo pra bater um papo, dar umas risadas. Mas parece que todo mundo, assim como eu, ou tá no face ou no orkut ou no msn.
Creio que nossa vida tem um sentido, um objetivo e na correria , na busca, na ânsia de conseguirmos tantas coisas, podemos estar perdendo o melhor, deixando de dar um abraço, um beijo, escutando um amigo, dando atenção aos pais, aos filhos, à esposa, ao marido.
Mas pra isso é preciso parar. Parar em meio ao corre-corre da vida.