sexta-feira, 6 de abril de 2012

PÁSCOA É CRER NA RESSURREIÇÃO



O Pastor Ed René Kivtz publicou no seu site um artigo falando sobre a páscoa e o que ela significa para os cristãos. 

Leia todo o artigo:

Os cristãos do primeiro século escandalizaram o mundo afirmando que Deus se fez carne, padeceu e morreu no corpo, e no corpo ressuscitou. O Credo Apostólico ecoou no mundo antigo e reverbera até hoje: Creio na ressurreição do corpo, o que acarreta uma absoluta revolução na vida desde aqui e para a eternidade. A respeito disso, Paulo Brabo comenta a obra de Alan F. Segal, Life After Death, que discorre sobre a geografia e a história da vida após a morte na cultura ocidental, e também a respeito da radical diferença entre o pensamento grego e o pensamento judaico-cristão.
Os gregos acreditavam que a essência do ser humano é a alma. O corpo é uma prisão, disse Platão. Acreditavam que o corpo era perecível e efêmero, diferente da alma, imperecível e eterna.
Mas a Bíblia Sagrada ensina diferente. Os primeiros cristãos sabiam que o corpo seria preservado para a vida eterna, pois não somente a alma, mas também o corpo é parte essencial do que somos.
Os gregos falavam da vida eterna em termos de imortalidade da alma; os judeus e os primeiros cristãos falavam da vida eterna em termos de ressurreição do corpo, comenta Paulo Brabo. O ser humano é indissociável do corpo. Não é correto dizer que temos um corpo, pois na verdade, somos um corpo. A morte física não é, portanto, a oportunidade de nos livrarmos da prisão do corpo, pois é na ressurreição que é redimido e encontra finalmente sua plenitude. Paulo, apóstolo, ensina que, na ressurreição do corpo, o que é mortal é revestido de imortalidade, e o que é corruptível é revestido de incorruptibilidade. A esperança cristã é claríssima: a morte não implica a reencarnação, nem tampouco a dissolução do corpo (e do espírito e da alma) no todo etéreo imaterial. A morte não é a última palavra, pois vivemos na esperança da ressurreição: Se esperamos em Cristo apenas nesta vida, somos os mais miseráveis dos homens, disse o apóstolo Paulo.
Não deve causar espanto, portanto, o fato de Jesus ter dado tanta importância ao corpo. Seus milagres se concentraram na restauração do corpo. Isso pode ser entendido de duas maneiras. Primeiro como denúncia profética da condição humana que resulta da rejeição a Deus. As curas de Jesus são de fato uma dramatização exterior da restauração da identidade humana. A sabedoria judaica diz que a idolatria é um caminho de desumanização: os ídolos têm boca, mas não falam; olhos, mas não vêem; pés, mas não andam. O poeta bíblico diz que todos os que adoram ídolos acabam se tornando iguais a eles, isto é, desumanizados, coisificados, sem vida. Paulo, apóstolo, diz que o que nos confere identidade humana é o sopro divino, e que, uma vez que trocamos a glória do Criador pela glória das criaturas – ídolos, perdemos nossa identidade humana. Quando Jesus cura um cego, um homem mudo, um aleijado ou um leproso, está não apenas mostrando o que nos tornamos, como também e principalmente mostrando o que podemos e devemos nos tornar quando redimidos e reconciliados com Deus.
As curas físicas operadas por Jesus apontam também para o fato de que a redenção é essencialmente o resgate da plena identidade humana, o que necessariamente implica a redenção também do corpo. Isso não significa, como entendiam os gregos, que, ao realizar curas físicas, Jesus se rebaixou aos cuidados do corpo. Muito ao contrário, ao curar o corpo Jesus aponta exatamente a elevação do corpo como imprescindível constituinte da verdadeira, ou integral, identidade do que se pode chamar humano.
Não é pouco, portanto, celebrar a Páscoa como festa da ressurreição. Os cristãos, em todos os tempos, afirmam algo singular: cremos que Deus se fez carne; cremos que padeceu, morreu e ressuscitou em carne; cremos na ressurreição do corpo.
Celebrar a Páscoa como ressurreição de Jesus é afirmar a vida em sua plenitude e o ser humano em sua totalidade. Celebrar a Páscoa como ressurreição é afirmar o corpo como sagrado. Celebrar a Páscoa como ressurreição é afirmar a esperança da vida eterna!


Fonte: http://edrenekivitz.com

segunda-feira, 2 de abril de 2012

OLHANDO DA MANEIRA CERTA


Conta-se uma história que numa floresta um tigre estava com um mal humor tão grande que batia em todos os animais. Conseguiram prendê-lo e levaram para a doutora coruja. Depois de examiná-lo, ela percebeu que seu problema era nos olhos. O doutor leão então usou suas garras afiadas e fez a operação. Depois da operação o tigre ficou pior, conseguiram prendê-lo e de novo levaram para a doutora coruja. Depois de examiná-lo ela percebeu que o doutor leão havia costurado os olhos do tigre para dentro e ele estava olhando para dentro de si mesmo.

Olhar para dentro de si nem sempre é bom. É a hora que nos deparamos com aquilo que realmente somos. Por isso todos fogem desse olhar. Preferimos sempre olhar o outro à partir do que achamos que somos, do que idealizamos de nós mesmos. Por ser assim julgamos o outro com muita facilidade, pois o olhamos a partir de nossos ideais de moralidade, de bondade e de todas as demais virtudes que julgamos ter.

Esse é o grande problema do ser humano, ele não consegue olhar o outro à partir se si mesmo.
Seria tão bom se pudéssemos aprender a olhar para dentro de nós mesmos e só depois disso tentar ver o outro.

Se fossemos sinceros acerca do que somos, do que pensamos e do que desejamos, não sobraria lugar pra julgar o outro.

Somente dessa forma, conscientes de quem verdadeiramente somos, olharíamos o outro com mais amor, compaixão e tolerância. Há alguns dias um amigo me falou que sou muito tolerante com os erros dos outros, disse a ele que é assim que deve ser e faço assim porque me conheço e sei bem quem sou. 


Jesus, diante da mulher flagrada no ato de adultério, disse "aquele que não tiver pecado atire a primeira pedra".

O que aconteceu? Não sobrou ninguém pra contar história. Foi assim lá e é assim aqui!

Se acha que não, faça um exame de consciência. "Examine-se pois o homem a si mesmo" foi o conselho do apóstolo. Pena que esse texto só é usado na hora da Santa Ceia e muitas vezes de forma errada.

Quanto a mim, já deixei as pedras no chão há tempo, já consegui olhar pra mim e dizer como Paulo: 

"Mas, por isso mesmo alcancei misericórdia, para que em mim, o pior dos pecadores, Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza da sua paciência, usando-me como um exemplo para aqueles que nele haveriam de crer para a vida eterna. 
1 Timóteo 1:16 

Quando olhamos para nós e nos enxergamos e vemos que nada somos e entendemos que ainda assim somos amados por Deus, conseguimos olhar o outro com amor e com compaixão. Não tem como olhar pra dentro de si e não sentir vergonha, por isso quem se encontra com Deus, pela fé em Jesus Cristo, não pode ser alguém que aponta o dedo para julgar, não pode ser alguém que pegue em pedras para atirar.


Gostaria de dar a você esse conselho, olhe primeiro para dentro de si mesmo, depois procure olhar os outros através de você. Se o que você ver em você mesmo e no outro não for bom, não se assuste, isso é toda a nossa natureza humana. Pegue tudo isso que viu e veja através daquela cruz erguida há dois mil anos atrás. Ali o filho de Deus estava morrendo por nós, sabendo o que nós verdadeiramente somos. Ele nos conhecendo  e sabendo que nada merecemos, se entregou por nós. O nome disso? Graça, Amor, Misericórdia e Bondade!


"Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos. 
Deus nos ressuscitou com Cristo e com ele nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus, para mostrar, nas eras que hão de vir, a incomparável riqueza de sua graça, demonstrada em sua bondade para conosco em Cristo Jesus.
Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie." 
Efésios 2:4-9


sábado, 31 de março de 2012

DOMINGO DE RAMOS


… cortavam ramos das árvores, espalhando-os pela estrada.
E as multidões clamavam: Hosana aoFilho de Davi!
Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas. (Mc 11.8-10)
No texto acima, pelo caminho, o povo exclamava:
Hosana! Que quer dizer, Salva-nos Agora!, ou ainda, Ajuda-nos! Socorre-nos! Este era o clamor do povo que veio ao encontro de Jesus, cercando-o por trás e por diante, às portas de Jerusalém. Para o evangelista São João o motivo principal desta aclamação é que a notícia da ressurreição de Lázaro teria chegado a Jerusalém antes de Jesus. Por isso, o povo, cansado de uma vida onde a morte ronda ao derredor, clamava a Jesus: Salva-nos já!
Há semelhanças com a entrada de Judas Macabeus na cidade de Jerusalém, nos tempo da retomada do poder das mãos do domínio das dinastias gregas. Ele também entrou pela cidade, montado num cavalo de batalha, o povo cortando os ramos para cobrir-lhe o caminho e cantando Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Sendo que, em seguida, reabriu o templo e purificou-o dos sacrifícios de animais imundos ali feitos pelos gregos.
Talvez o povo tivesse na mente esta imagem. Seria o momento de expulsar os romanos e purificar a vida devocional do povo. Por isso, aprontaram a procissão de coroamento de Jesus, refazendo o mesmo trajeto dos Macabeus, a Festa dos Tabernáculos. O povo queria que, como descendente do Rei Davi (filho de Davi), o Senhor Jesus retomasse o poder. Ele deveria expulsar os dominadores que transformaram a vida em cheiro de morte.
Jesus, porém, que nunca aceitou dominar ninguém, entra por Jerusalém, aceita a aclamação, só que não entra montado num cavalo de guerra, mas num animal de carga. Se era a intenção de Jesus entrar para dominar, isso não se daria pela força do braço de guerra, mas pelo serviço, pela humildade. Reina o Senhor pela humildade (o que para este mundo é um contra censo).
A Igreja deve manifestar sua presença neste mundo pela mesma atitude humilde do Seu único Senhor! Não pode ela desprezar os sentimentos do povo, mas aceita-los, ainda que não tão corretos, para dar-lhe um verdadeiro sentido cristão. Para isso deve a Igreja, em humildade e serviço, apresentar um outro modo de se arrumar a casa, não pela força, mas pelo trabalho, pela humildade, pelo amor.
Ven.Rev. Carlos Alberto Chaves Fernandes+, ofa

CEIA DO SENHOR - ELE VIVE EM NÓS

‎"Em pecado me concebeu minha mãe..."

Quem merece sentar-se à mesa com Jesus?

Marcelo Quintela nos leva a rever o nosso conceito sobre a Ceia do Senhor e então nos convida a sentar-se à mesa, celebrando o Cristo que vive em nós!


sexta-feira, 30 de março de 2012

CRISTO: O INCOMPARÁVEL




Aquele que vem do alto está acima de todos: Cristo o Incomparável!
Quem é esse Cristo de que falo?
Os personagens de destaque na história perdem sua importância diante Dele, Cristo O Incomparável!
Ele é a Coroa do universo. O Cumprimento das profecias. O Salvador do mundo.
Cristo sobrepuja a todos. Ele é a Vox Humana em toda a música e a Estética em toda a escultura.
Ele é a mistura mais aprimorada de luz e sombra em toda pintura.
Ele é o Ápice da realização em qualquer empreendimento.
Para o artista Ele é o Supra-sumo da beleza. Para o arquiteto, a Pedra Fundamental.
Para o astrônomo Ele é a Estrela da Manhã. Para o padeiro, o Pão da Vida.
Para o biólogo Ele é a Vida. Para o construtor, o Alicerce Seguro.
Para o carpinteiro Ele é a Porta. Para o médico, o Médico dos médicos.
Para o educador Ele é o Grande Mestre. Para o engenheiro o Caminho Novo e Vivo.
Para o geólogo Ele é a Rocha Eterna. Para o escritor a Palavra Viva.
Para o fazendeiro Ele é o Semeador, o Senhor da Colheita. Para o floricultor, a Rosa de Saron, o Lírio do Vale.
Para o paisagista Ele é a Videira Verdadeira. Para o juiz, o Justo Juiz de toda a Humanidade.
Para o jornalista Ele é Boas Novas de grande alegria. Para o filósofo, Sabedoria Divina.
Para o pregador Ele é a Palavra de Deus. Para o estadista, o Desejo de todas as nações.
Para o trabalhador Ele é o Provedor de Descanso. Para o pecador o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Para o cristão Ele é o Filho do Deus Vivo, o Salvador, o Redentor e Senhor.
Para o discípulo Ele é o Comandante Geral, que nos dá suas ordens com clareza, incondicional e inconfudndível.
Ele é Cristo O Incomparável!