quinta-feira, 22 de novembro de 2012
A CURTA VIAGEM ENTRE UM CRISTÃO E UM FARISEU
A PROPOSTA DE JESUS: A FALÊNCIA COMO ALÍVIO!
Disse Jesus: Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
“Vinde a mim todos os cansados e os sobrecarregados, e eu vos aliviarei”, disse Jesus.
Ora, a salvação do cansado é Vir, não Ficar. A salvação do cansado é tomar algo, é atender um convite para sair de onde está e encontrar alívio para alma.
Mas como posso ir a algum lugar se eu mesmo não tenho forças para me ajudar?
Interessante isso. Para nós, a salvação do cansado é ficar e descansar. Jesus, no entanto, diz que o cansado tem que VIR.
Mas como o cansado andará se está cansado? Não seria muito mais digno de Deus dizer: “Todos vós cansados, ficai onde estais, e eu vos visitarei.”?
A questão é que Este que oferece o descanso está ao lado, e Seu convite não é um grito distante, mas uma súplica interior: “Vinde a mim... e achareis descanso. Tomai o jugo, e tereis alívio”.
Assim, o movimento, o Vir, não para fora, mas para dentro!
Todavia, por mais perto que Ele esteja, aquele que precisa da ajuda precisa Vir; tem de se movimentar; necessita escolher e acolher o refúgio.
Afinal, quem descansa no refúgio que não quer estar?
Refúgio forçado é prisão!
“Vinde a mim” é um convite pessoal e propõe um encontro pessoal. “Vinde a mim” equivale a “permaneça em mim, e você terá descanso”.
Todavia, nem por causa disso eu devo ficar onde estou. Eu preciso sair de onde estou em mim a fim de encontrá-lO como alívio para mim, ainda em mim.
“Permanecer nEle” é “Vir a Ele”. Portanto, é um permanecer em movimento, andando com Ele, deixando-se levar aos pastos verdejantes e às águas tranqüilas que não existem em nenhum éden terreno, mas tão-somente em paragens interiores.
“Vinde a mim todos...”, diz Jesus.
Que coisa mais linda é ouvi-lO dizer que Seu atendimento é pessoal, visto que só é para todos porque é para cada um.
Ele não pergunta pelo tipo de peso ou de carga que nos oprime; apenas aceita que pode ser qualquer coisa, e que Ele mesmo tratará com total pessoalidade qualquer que seja o jugo de agonias que possam estar afligindo a todos — portanto, a cada um individualmente.
Jesus, assim, não classifica angústias, e nem diz que certas agonias são virtuosas e, portanto, passíveis de ajuda, enquanto outras não são.
Jesus não age assim. Assim age a religião!
Não! Não é para um concurso de agonias que Ele nos convida, nem é para um vestibular de angústias, para, então, no fim, alguns serem selecionados para receber o alívio e a ajuda. Pois assim como Ele convida a todos, Ele também convida o tudo de todos, sem discriminação.
O critério que seleciona as agonias passíveis de socorro não obedece a nenhum juízo moral, ético ou religioso.
Quem pré-seleciona o candidato à ajuda é a Necessidade que faz com que o necessitado perca o senso de autocrítica e de auto-ajuda e simplesmente diga: “Eu não posso mais!”
Assim, o convite é para quem não pode mais; é para quem se cansou tanto que já desistiu, e só não desistiu totalmente porque não sabe como morrer.
Somente os que não sabem como morrer é que podem atender a tal convite, que num certo sentido só se consuma se eu digo: Morri, mesmo que ainda eu ainda exista!
O convite é para quem não sabe nem como morrer. Sim, o convite é, sobretudo, para estes.
“Vinde a mim todos vós”, diz Jesus. E, assim dizendo, Ele espera que “vós”, nós, eu, cada um, por si mesmo, decida aceitar a ajuda e Venha a Ele.
Estranho e fascinante. Eu não agüento mais, mas preciso “Vir a Ele”, o que significa fazer o movimento da rendição, da entrega total de toda autoconfiança.
O convite só se efetiva na completa certeza de que em mim mesmo não resta esperança.
O alívio só chega para quem já aprendeu que por si mesmo não chega a nenhum alívio por suas próprias pernas.
O alívio é apenas para os perdidos na impotência!
Maravilhoso e paradoxal!
Ele me diz: “Vem”. Mas eu não consigo dar nem mais um passo...
Assim, é na impossibilidade de me mover que eu me movo para onde está o refúgio.
Eu tenho apenas que dizer que não posso mais, e, no mesmo Instante, paradoxalmente, me movo para Ele, sem ter que sair de lugar nenhum, visto que o lugar sai de mim, pois a opressão é em mim, e o alívio está em mim, mas somente quando, em mim mesmo, Venho a Ele.
Quando eu desisto, vou a Ele. Então, descubro que o lugar do alívio não é um lugar, nem mesmo pode ser comparado ou medido como a distância de uma estrada a ser percorrida até chegar a Ele, onde está o descanso.
Não! É justamente por não poder ir que chego, e é por não agüentar mais que recebo o poder que me faz agüentar tudo.
“Tomai sobre vós o meu jugo, pois Sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas, pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”, explica Jesus.
Ele implora que eu aceite a ajuda dEle. Sim, Ele se mostra manso e humilde, e garante que o peso dEle é leve.
Peso leve. Jugo suave. Tudo isso vem da mansidão e da humildade dEle.
Aquele que me oferece ajuda é forte em Sua mansidão e humildade em Seu coração.
Que coisa linda!
Assim, aprendo que meu sacrifício quanto a receber o alívio é reconhecer que “não agüento mais”, e é “tomar um peso leve e um jugo suave”, que nada mais é do que aceitar a mansidão e a humildade de Deus como meu lugar de refúgio.
Sim, onde mais posso descansar senão na humildade de Deus?
Somente um Deus manso e humilde pode aceitar tudo em todos, e ajudar todos em tudo!
No entanto, eu tenho que “Vir”, fazendo o movimento na Permanência Nele, e que só acontece como impossibilidade de ir a qualquer outro “lugar” que não seja Ele.
Mas quem agüenta se entregar a um Deus tão manso e humilde? Quem aceita que o socorro implique em falência e desistência? Quem deseja para si trocar seu próprio jugo pelo de Outro, por mais que Este que me convide diga que seu peso não pesa?
Para receber o alívio do Deus manso e humilde requer-se do homem um ato de movimento e a coragem da troca. E pior: demanda desse carente que se declare mais que necessitado. Sim, dele se demanda que declare falência e que se movimente na declaração da impotência, e que seja humilde a fim de aceitar a falência como salvação.
Assim, a fim de me ajudar Jesus diz: “Venha”. E, assim fazendo, Ele me diz que a salvação é Ele, e que o caminho para ela reside na desistência de qualquer outra salvação que não seja um ato de reconhecimento da minha própria impotência e perdição.
Em Jesus somente os falidos são aliviados. Quem não chegou a esse ponto —onde já não se tem para onde ir— jamais saberá o significado de receber o alívio, visto que ainda é estivador de sua própria potência, e é ainda vítima de seu estado de não-falência assumida.
Bem-aventurados os sem forças para se mover, pois eles se moverão sem ter que ir a algum lugar, visto que o Lugar-Presença a eles vem. Aliás, implora para ser apenas reconhecido.
Caio Fabio
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
ESCOLHIDO NOVO ARCEBISPO DE CANTUÁRIA
O bispo de Durham, Justin Welby, ex-executivo da indústria petroleira, aceitou o posto de arcebispo de Canterbury, primaz da Igreja da Inglaterra.
Justin Welby, 56 anos, sucederá Rowan Williams, 62, que se aposenta no fim de dezembro.
A nomeação de Welby, que é bispo há apenas um ano, pode acontecer na sexta-feira, segundo o jornal Daily Telegraph, que cita fontes ligadas ao processo de seleção daquele que também será líder da Comunhão Anglicana, que tem 77 milhões de fiéis em todo o mundo.
Williams, na função desde 2002, anunciou em março a aposentadoria para o fim do ano. A partir de janeiro, ele comandará o prestigioso Magdalene College da Universidade de Cambridge.
Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
DIA DA REFORMA
PRÉDICA DO CULTO DA REFORMA 2012
IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA DE PETRÓPOLIS
Hoje, ao celebrarmos o dia da Reforma Luterana, queremos lembrar a essência do evangelho de Jesus Cristo, redescoberto por Martin Lutero.
As pessoas viviam no medo. A Igreja oprimia ao invés de libertar. Este medo Lutero também tinha, como vimos. Mas ele alcançou a libertação deste medo ao encontrar a Cristo. Viu que Cristo nos perdoa os pecados, nos dá vida e salvação por graça. Não precisamos mais ter medo da condenação eterna, do fogo do inferno – basta aceitar o que Deus fez por nós em Jesus na cruz pela fé.
Nós, como Igreja Evangélica de Confissão Luterana pregamos o Cristo crucificado, que nos salva por sua graça e seu amor, assim como Lutero fazia há 500 anos atrás.
Infelizmente, ainda hoje, em pleno século XXI, vemos que diversas igrejas (se é que podem ser chamadas de igrejas) ainda fazem o mesmo que nos idos de 1.500, amedrontando os féis e mantendo-os cativos pelo medo, com uma fé distorcida.
Não pregamos jamais como prega a Igreja Católica Apostólica Romana, que diz que cada missa em que você vai, que cada peregrinação a lugares santos que você vai ajuda a reduzir seus anos de purgatório para que você chegue mais rápido ao céu. Ou que ainda hoje dá indulgências plenas ou parciais, como as que foram dadas aos jovens pelo papa no encontro de jovens do mundo todo no Vaticano, ou que dá indulgências plenas após passar pelas quinze estações da via sacra no santuário de Aparecida, aqui perto de nós. O purgatório não existe de acordo com a Sagrada Escritura – é invenção da ICAR para assustar os fiéis e mantê-los acorrentados no medo.
Não pregamos também como pregam muitas igrejas pentecostais, que usam Malaquias 10 para assustar, colocar o medo no coração de seus fiéis, citando as palavras do texto que dizem que, se você não der o dízimo à igreja, irá atrair a MALDIÇÃO de Deus para sua vida e, se você der o dízimo, irá trazer a BÊNÇÃO de Deus para sua vida. Nós não pregamos como estas igrejas que dizem que, se algo acontecer de errado na sua vida, é por trabalho de macumba, por inveja de outros ou mau olhado, e para isso é necessário uma corrente de oração, uma sessão de descarrego.
Nós, como Igreja Evangélica de Confissão Luterana pregamos o Evangelho de Cristo somente, que diz com clareza:
- João 5.24: Jesus diz: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem ouve as minhas palavras e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não será julgado, mas já passou da morte para a vida.”
- Romanos 1.17: “O justo viverá por fé”
- Efésios 2.8: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós, é Dom de Deus.”
- Romanos 3.23,24: “Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus. Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva.”
- E, no que diz respeito à negociação por dinheiro, o Novo Testamento ensina com clareza em 1 Coríntios 9.7: “Que cada um dê a sua oferta conforme resolveu no coração, não com tristeza nem por obrigação, pois Deus ama a quem dá com alegria.”
- E Jesus diz com clareza em João 10.29: “O poder que meu Pai me deu é maior do que tudo.” Ou você acha que o poder do mau olhado, da macumba, da inveja é maior do que Deus? Nada pode nos atingir se confiamos em Deus, porque o poder de Deus é maior do que tudo. Ou nós não confiamos em Deus e confiamos mais no poder do mal?
Com Deus não se negocia. Deus é Deus, não é negociante ou comerciante. Não se negocia nem com boas ações nem com dinheiro. Com Deus não se negocia – EM DEUS SE CONFIA – se confia na sua graça, no seu amor, na sua misericórdia.
Nós, como Igreja Evangélica de Confissão Luterana dizemos:
- “No amor não existe medo, antes, o perfeito amor lança fora o medo”. (1 João 4.18)
- “O que Deus manda é isto: que creiamos no seu Filho, Jesus Cristo, e que nos amemos uns aos outros, como Cristo nos mandou fazer.” (1 João 3.23)
Que assim possamos crer e viver. Amém.
Pastor Elton Pothin


