terça-feira, 9 de junho de 2015

A CRUCIFICAÇÃO DA PARADA GAY E A CRUZ DE CRISTO


Refleti em tudo que aqui foi dito sobre o assunto, conversei com alguns amigos e gostaria de expressar a minha opinião:

A crucificação nunca foi sinal de sagrado, mas de vergonha, de miséria e pagamento da culpa.

A cruz de Cristo vem antes da crucificação, pois Ele o Cordeiro Santo foi imolado antes da fundação do mundo, antes de criar Ele se deu pela criação.

Na cruz está o sangue que perdoa todos os pecados pois foi uma oferta de amor de Um Deus gracioso em nosso favor!

Aquela imagem não me ofendeu em nada, ainda que entenda a dor de tantos queridos religiosos e sinceros.

Por isso quando vi a transsexual naquela cruz, me vi ali com ela, com minha miséria, meus pecados, minha vergonha.

Sim era eu e ela e todos nós que deveríamos estar ali, mas Ele a tomou em nosso lugar e o seu sangue tem poder pra me perdoar, pra perdoar a ela e perdoar a todos nós.

Meu desejo e oração como igreja é que abracemos essas pessoas.

Há uma guerra ridícula e não estou de nenhum lado, nem dos defensores da ditadura gay e nem dos pretensos defensores da religião.

Creio no Evangelho que cura, que transforma e que perdoa! Creio no amor de Jesus Cristo por todos e mesmo na hora de Sua morte, de Sua crucificação rogou ao Pai: "Perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem!"

E termino dizendo o mesmo para nós: Senhor perdoa-nos nós nunca sabemos o que estamos fazendo! Salva-nos de nós mesmos!!!

Essa é minha sincera opinião.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

EVANGELHO...




O Evangelho é, "os teus pecados estão perdoados", portanto, "vá e não peques mais", isto é, comece e termine seu dia aos pés da Cruz onde todos encontram perdão todos os dias o dia todo, pois ali, "tudo foi consumado". 



O Evangelho é, "lavem os pés uns dos outros", pois, ninguém chega ao final da jornada de um dia sem ter os pés empoeirados nas lutas da vida. 
"Fazei isto em memória de mim"

O Evangelho é, perdoem e perdoem-se até que se sintam perdoados.

No Evangelho não há mais maldição.
"Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;" Gálatas 3:13

No Evangelho não há tiranos nem tiranias, antes, há os que servem uns aos outros em amor e amizade.

No Evangelho não há terrorismos, ameaças, intimidações, constrangimentos, no Evangelho há graça e um convite aos relacionamentos lubrificados pelo amor e amizade.

No Evangelho não há medo, há segurança.

No Evangelho não há algemas, cabrestos, rédeas, viseiras, antes, no Evangelho há plena liberdade e cada um anda segundo e seguindo a sua própria consciência em Cristo.

No Evangelho não há súditos, há amigos irmãos e irmãos amigos.

No Evangelho não há hierarquias, antes, todos partilham o pão e o Pai ao redor da mesa, pois, no Evangelho, o Pai, o pão, o perdão é nosso.

Não Evangelho não há quem manda, só há quem serve.

No Evangelho, o Pai nos serviu dando seu Filho. O Filho nos serviu se dando e nos enviando o seu Espirito e o Espirito nos serve interpretando nossas oração fazendo chegar ao Pai o que de fato precisamos.
No Evangelho só há quem serve.

No Evangelho há doação da parte do Pai de dons, talentos, competências, habilidades e recursos pra serem doados no serviço ao próximo.

No Evangelho há doação da parte do Pai de dons, talentos, competências, habilidades e recursos pra serem doados no serviço ao próximo.

No Evangelho dons, talentos, competências, habilidades, recursos não são pra serem exercidos de maneira impositiva, tirânica, déspota, não, antes estes dotados existem pra servir, sim, servir como servos.

No Evangelho os dons não colocam ninguém acima de ninguém, antes, nos coloca a todos na horizontal pra servirmos mutuamente uns aos outros.

No Evangelho, mesmo os dons de liderança são doados pra servir, sim, os melhores lideres são os servos lideres e lideres servos.

No Evangelho, autoridade espiritual é ferramenta pra ajudar no crescimento e na maturidade dos que precisam ser ajudados, acompanhados, escorados, acolhidos durante um tempo até que estes andem com suas próprias pernas e segundo e seguindo suas próprias consciências cativas a Cristo.

No Evangelho, autoridade espiritual não pode ser exercida pra se criar e adestrar o rebanho do Senhor e torna-lo seu próprio rebanho.
No Evangelho, o rebanho já tem dono.

No Evangelho, autoridade espiritual não pode gerar medo, intimidação, subserviência, antes, autoridade espiritual caminha ao lado e fazem a jornada junto com os que carecem de cuidados e pastoreio.

No Evangelho, autoridade espiritual está sobre todos da Comunidade dos Seguidores de Jesus de Nazaré pra ser exercida por todos em amor e amizade.

"No Evangelho não há MEUS discípulos, e sim discípulos DELE"

No Evangelho só há uma Estrela que brilha permanentemente, Jesus de Nazaré, a Estrela da Manhã que brilhou e brilha por toda eternidade.

No Evangelho não há o que Deus fará, antes, há o que eu farei pelo que Deus fez em mim.

No Evangelho não há só o que Deus fala só com um, há o que Deus fala com todos pra que todos sejam edificados em amor e graça.

No Evangelho não há lugares, patrimônios ou títulos sagrados, antes, há gente que aos olhos do Senhor são "terrenos sagrados" nos quais se toca com reverência.

No Evangelho não há amarras, há laços fraternos e abraços afetuosos que acolhem e curam.

Por Carlos Bregantim
Retirado da Rede social do autor - www.facebook.com/carlos.bregantim

domingo, 19 de outubro de 2014

Tem dia, tem tarde, tem noite!


Tem hora, minuto, segundo.



Tem emoções de todo tipo: raiva, alegria, saudade...



Tem tudo o nosso tempo!



Somos crianças, jovens...opa! Já somos adultos!



E assim o tempo passa...e assim a vida passa...tudo 
passa...só nós não passamos, estivemos lá, estamos aqui e estaremos lá! 



Vivamos cada momento, pois é de momentos que se vive a vida!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

UM POEMA PRA REFLETIR


"Quando os nazis vieram buscar os comunistas,
eu fiquei em silêncio;eu não era comunista.

Quando eles prenderam os sociais-democratas,
eu fiquei em silêncio;eu não era um social-democrata.

Quando eles vieram buscar os sindicalistas,
eu não disse nada;eu não era um sindicalista.

Quando eles buscaram os judeus,
eu fiquei em silêncio;eu não era um judeu.

Quando eles me vieram buscar, já não havia ninguém que pudesse protestar."

Martin Niemölle
Pastor Luterano Alemão
Um dos principais opositores à ideologia racial nazista na Igreja Luterana, e um dos fundadores do movimento cristão de resistência denominado "Igreja Confessional"

domingo, 6 de outubro de 2013

TUDO TEM UM TEMPO...


O livro de Eclesiastes é chocantemente real. Nele a verdade aparece como desnudamento da realidade.

Eis aqui uma de suas porções mais simples e belas:


Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora; tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz.


A vida acontece nessas estações, invariavelmente. Mudam as faces das coisas, mas em si elas são as mesmas. 

Nasce-se muitas vezes depois de nascido, e morre-se muitas vezes antes de morrer. 

É assim com cada uma das demais coisas descritas como parte desta existência debaixo do sol. 

As experiências, entretanto, é que acontecem em camadas diferentes da vida. Às vezes é literal, mas na maioria das vezes os valores das perdas e ganhos são de valor de natureza imponderável, pois são coisas do coração. 

No entanto, não há humano que exista e não experimente, de algum modo, todas aquelas estações. E neste mundo caído a gente tem que vivê-las pra poder entrar na vida. 

A questão é apenas uma: o que a gente faz com cada uma dessas estações da vida? No que as transformamos, ou no que elas nos transformaram? 

Isto porque a gente pode sair doce, sadio e lúcido de todas elas, e levá-las como Palavra de vida na consciência, e viver melhor. Ou, então, você pode prová-las como arrogância quando é “agradável”, e como amargura quando “dói”. 

No fim de tudo a existência terrena tem a ver com o que nós fazemos de tudo o que a nós e a todos acontece, em todos os todos e tudos diferentes, porém sempre os mesmos, para todos. 

O antídoto do Evangelho de Jesus para a propensão do coração humano para abraçar a amargura e mágoa ao invés de ser aquilo que gera vida e contentamento grato, diz aos Seus discípulos: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. 

Há uns vinte anos eu me dei ao trabalho de conferir o máximo de experiências históricas simbólicas, psicológicas, e espirituais que Jesus teria vivido e como as teria experimentado, e que tivessem o significado de tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora; tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz—e verifiquei que Ele as provou todas, e que os evangelhos as apresentam a nós. 

Pois Ele diz: “Bom ânimo, eu venci a existência debaixo do sol, com todas as suas contradições. Eu sou o sacerdote de cada experiência existencial. E eu venci a existência.”

Crer nisto é carregar Graça no peito o dia todo, todo dia, e em qualquer situação. Especialmente porque não estamos falando apenas de uma maneira positiva de viver, mas da experiência da fé como relação indissolúvel com Deus, em Cristo.

Isto é estar em Cristo no existir!

Paulo é um discípulo explicito dessa experiência existencial. Veja o que ele diz, escrevendo de dentro de uma prisão: 

“Alegrai-vos sempre no Senhor... Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece.”

Olhar a existência em Cristo nos dá esse olhar do Eclesiastes, ao mesmo tempo em que nos faz transcendê-lo sem negá-lo. 

Então, tanto o pólo da humilhação quanto o da honra são visitados com consciência, a abundância e a escassez não são estranhos, e em nenhum deles nada nos falta; isto quando o que em nós é valor, é a benção de ter uma consciência grata e crescente em contentamento, pois sabe que todas as estações da vida contribuem para o bem daqueles que amam a Deus.

Rev. Caio Fabio
Retirado do site do autor